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Autorresponsabilidade

Este é um conceito que à primeira vista pode parecer duro e acusativo, mas logo depois percebemos que é libertador.

Autorresponsabilidade é entender que somos os responsáveis por nossa vida. Somos nós que escolhemos o que pensar, sentir e como agir. Nossos resultados, quer sejam satisfatórios ou não, têm um único responsável: NÓS MESMOS.

Pois é, nós somos os responsáveis por nossas alegrias e tristezas. Entendeu agora por que este conceito parece duro?! Imagina uma pessoa que se encontra em um momento de vida insatisfatório em várias áreas: financeira, profissional, relacionamentos ruins, saúde pouco ou nada cuidada… Será que ficará confortável em pensar que o estado atual é fruto de suas escolhas e por esta razão é a total responsável pelo que está vivendo? Nestes casos é comum a pessoa achar “culpados” para a situação. Você já deve ter ouvido frases do tipo: “Você não sabe o pai que eu tive…”, “Você acha que eu posso fazer alguma coisa?”, “Você não conhece o meu marido!”, “Ah se eu tivesse chance de fazer diferente no passado…”.

Caro trilheiro, quando assumimos as rédeas da nossa vida, podemos fazer escolhas diferentes. Terceirizar os motivos do meu fracasso, pode (parecer) ser até mais leve, mas não me tira do lugar de fracasso.

Você pode me dizer: “mas eu não controlo tudo”. De fato, não controla mesmo. Aquilo que controlamos e só depende de nós, fica mais fácil de entender que a responsabilidade é nossa, mas ainda assim quero lhe lembrar que aquilo que não está no nosso controle direto, pode ser influenciado por nós em função do nosso objetivo. Em última instância, companheiro de trilha, podemos escolher o que pensamos diante de qualquer situação. Pensamentos levam a emoções e ações. Está na nossa mão!

Tomamos emprestado do teatro dois termos para entendermos melhor o conceito que estamos abordando. O primeiro deles é o termo “vítima”. Nos filmes e peças de teatro sabemos claramente que a personagem que sofre as ações de outros é a vítima. Sua vida é transformada por algo que outra pessoa faz e ela não vê saída a não ser sofrer e sofrer…

O outro termo é “protagonista”. Ele é a personagem sobre a qual o filme trata. Ele é o principal, a história gira em torno dele, e mesmo que sofra algum dano, geralmente sai vencedor e triunfante no final.

Na vida o protagonista é o autorresponsável, aquele que escreve, atua e dirige sua história, mesmo que por vezes sofra algum dano e as coisas saiam diferentes do esperado, ele sabe que é importante escolher o que pensar para sair do problema, ao invés de buscar o culpado. Em contrapartida, na vida, a vítima não tem esta noção e insiste em arrumar responsáveis para seu resultado negativo e insatisfatório.

A esta altura você pode estar se perguntando qual é a parte libertadora deste conceito, pois até agora só falamos de responsabilidade e resultados. O libertador é que, como protagonista, como autorresponsável, você faz o filme, lembra? Assim pode virar o jogo fazendo novas escolhas, vivendo dias mais felizes.

Quer ser o ator principal da sua história? Ande no seu propósito, respeite seus valores e se pergunte diante do inesperado ou do abaixo do esperado: “O que mais posso fazer que ainda não fiz?”.

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