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Conhece-te a ti mesmo.

Você já deve ter ouvido essa frase. Antiga e reflexiva, o convite estampado na porta do templo de Apolo, na cidade de Delfos, nos convida ao autoconhecimento.

Esse é o ponto de partida para qualquer desenvolvimento pessoal. Só mudamos, melhoramos e desenvolvemos o que sabemos que somos ou como nos comportamos. O que não percebo em mim, mas está em mim, me controla.

“Sou capaz de controlar apenas aquilo de que

tenho consciência. Aquilo sobre o que não estou

consciente me controla. 

TORNAR-ME CONSCIENTE me dá poder.”


John Whitmore, Coaching for Performance

 

Aqui Na Trilha do Propósito começamos a jornada buscando compreender melhor quem somos, quais são as preferências que determinam nossas escolhas e comportamentos, quais as inteligências que mais desenvolvemos ao longo da vida e nossas forças de caráter. O autoconhecimento mostra nossa estrutura como seres humanos e nos ajuda a compreender o que é fácil e o que é desafiador para a pessoa, pontos fortes e a desenvolver e também como as pessoas a percebem.

Sabemos que a parte visível de um iceberg é muito pequena em comparação ao que existe dele abaixo do mar. Costuma-se dizer que apenas 10% fica visível sobre o mar e abaixo os 90% restantes que o compõem. Vamos usar o iceberg como analogia para a personalidade humana. A parte perceptível são os comportamentos, ou seja, as ações que as pessoas fazem no dia a dia nas diversas áreas da vida. Temos um “jeito” de funcionar que está refletido nos comportamentos, mas esses são apenas a ponta do iceberg. O que determina o comportamento não é visível ou perceptível facilmente, são fatores que estão na camada mais profunda, ou seja, nos 90% abaixo do mar.

Na Trilha do Propósito, quando trabalhamos esse processo de descoberta do ser, usamos um inventário de perfil que revela o iceberg por inteiro e não apenas a ponta mais visível. Ele se baseia nas duas teorias mais respeitadas sobre a personalidade humana. A primeira é a teoria DISC, que nos revela como o ser humano lida com diversidades e desafios – Dominância, como lida com pessoas e as influencia – Influência, como lida com mudanças – Estabilidade, e, como lida com regras e procedimentos – Conformidade. O grau que temos de cada um dos 4 fatores combinados apontam o perfil comportamental. A segunda teoria é a dos Tipos Psicológicos postulada pelo renomado psiquiatra Carl G. Jung. Esta revela preferências que determinam os comportamentos, e está no nível mais profundo da formação da personalidade. Os Tipos Psicológicos analisam a personalidade sob três dimensões: 1. onde focamos nossa atenção, 2. como preferimos receber informações, e por último, 3. como tomamos decisões.

O mesmo inventário também checa os valores que motivam as pessoas, segundo a Teoria de Valores de Spranger. Assim fechamos o perfil comportamental de cada trilheiro, uma base para começarmos a responder à pergunta “quem sou eu”.

Mas, e por que toda essa preocupação com autoconhecimento? Ah! Essas informações são pistas preciosas de Propósito! Somos diferentes e complementares ao outro, nascemos cada um com um porquê, cada um com um propósito, e conhecendo mais a respeito de “quem” carrega o propósito, conseguiremos chegar com maior segurança na descoberta que nos move por aqui.

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